HORÁCIO ARAÚJO DICA DE SAÚDE

Doenças sexualmente

 

 

transmissíveis

                                                                                     

  SIDA/AIDS

Conceito
Síndrome (uma variedade de sintomas e manifestações) causado pela infecção crônica do organismo humano pelo vírus HIV (Human Immunodeficiency Virus).
O vírus compromete o funcionamento do sistema imunológico humano, impedindo-o de executar sua tarefa adequadamente, que é a de protegê-lo contra as agressões externas (por bactérias, outros vírus, parasitas e mesmo por celulas cancerígenas).
Com a progressiva lesão do sistema imunológico o organismo humano se torna cada vez mais susceptível a determinadas infecções e tumores, conhecidas como doenças oportunísticas, que acabam por levar o doente à morte.

A fase aguda (após 1 a 4 semanas da exposição e contaminação) da infecção manifesta-se em geral como um quadro gripal (febre, mal estar e dores no corpo) que pode estar acompanhada de manchas vermelhas pelo corpo e adenopatia (íngua) generalizada (em diferentes locais do organismo). A fase aguda dura, em geral, de 1 a 2 semanas e pode ser confundida com outras viroses (gripe, mononucleose etc) bem como pode também passar desapercebida.
Os sintomas da fase aguda são portanto inespecíficos e comuns a várias doenças, não permitindo por si só o diagnóstico de infecção pelo HIV, o qual somente pode ser confirmado pelo teste anti-HIV, o qual deve ser feito após 90 dias (3 meses) da data da exposição ou provável contaminação.

Sinônimos
SIDA, Síndrome da Imunodeficiência Adquirida, HIV-doença.

Agente
HIV (Human Immunodeficiency Virus), com 2 subtipos conhecidos : HIV-1 e HIV-2.

Complicações/Consequências
Doenças oportunísticas, como a tuberculose miliar e determinadas pneumonias, alguns tipos de tumores, como certos linfomas e o Sarcoma de Kaposi. Distúrbios neurológicos.

Transmissão
Sangue e líquidos grosseiramente contaminados por sangue, sêmem, secreções vaginais e leite materno.
Pode ocorrer transmissão no sexo vaginal, oral e anal.
Os beijos sociais (beijo seco, de boca fechada) são seguros (risco zero) quanto a transmissão do vírus, mesmo que uma das pessoas seja portadora do HIV. O mesmo se pode dizer de apertos de mão e abraços.
Os beijos de boca aberta são considerados de baixo risco quanto a uma possível transmissão do HIV.

Período de Incubação
De 3 a 10 (ou mais) anos entre a contaminação e o aparecimento de sintomas sugestivos de AIDS.

Tratamento
Existem drogas que inibem a replicação do HIV, que devem ser usadas associadas, mas ainda não se pode falar em cura da AIDS.
As doenças oportunísticas são, em sua maioria tratáveis, mas há necessidade de uso contínuo de medicações para o controle dessas manifestações.

Prevenção
Na transmissão sexual se recomenda sexo seguro: relação monogâmica com parceiro comprovadamente HIV negativo, uso de camisinha.
Na transmissão pelo sangue recomenda-se cuidado no manejo de sangue (uso de seringas descartáveis, exigir que todo sangue a ser transfundido seja previamente testado para a presença do HIV, uso de luvas quando estiver manipulando feridas ou líquidos potencialmente contaminados). Não há, no momento, vacina efetiva para a prevenção da infecção pelo HIV.
É necessário observar que o uso da camisinha, apesar de proporcionar excelente proteção, não proporciona proteção absoluta (ruptura, perfuração, uso inadequado etc). Repito, a maneira mais segura de se evitar o contágio pelo vírus HIV é fazer sexo monogâmico, com parceiro(a) que fez exames e você saiba que não está infectado(a).


  

Herpes Simples Genital

Conceito
Infecção recorrente (vem, melhora e volta) causadas por um grupo de vírus que determinam lesões genitais vesiculares (em forma de pequenas bolhas) agrupadas que, em 4-5 dias, sofrem erosão (ferida) seguida de cicatrização espontânea do tecido afetado. As lesões com frequência são muito dolorosas e precedidas por eritema (vermelhidão) local. A primeira crise é, em geral, mais intensa e demorada que as subsequentes. O caráter recorrente da infecção é aleatório (não tem prazo certo) podendo ocorrer após semanas, meses ou até anos da crise anterior. As crises podem ser desencadeadas por fatores tais como stress emocional, exposição ao sol, febre, baixa da imunidade etc.
A pessoa pode estar contaminada pelo virus e não apresentar ou nunca ter apresentado sintomas e, mesmo assim, transmití-lo a(ao) parceira(o) numa relação sexual.

Sinônimos
Herpes Genital

Agente
Virus do Herpes Genital ou Herpes Simples Genital ou HSV-2. É um DNA vírus.
Observação: Outro tipo de Herpes Simples é o HSV-1, responsável pelo Herpes Labial. Tem ocorrido crescente infecção genital pelo HSV-1 e vice-versa, isto é, infecção labial pelo HSV-2, certamente em decorrência do aumento da prática do sexo oral ou oro-genital.

Complicações/Consequências
Abôrto espontâneo, natimorto, parto prematuro, baixo peso, endometrite pós-parto. Infecções peri e neonatais. Vulvite. Vaginite. Cervicite. Ulcerações genitais. Proctite. Complicações neurológicas etc.

Transmissão
Frequentemente pela relação sexual. Da mãe doente para o recém-nascido na hora do parto.

Período de Incubação
1 a 26 dias. Indeterminado se se levar em conta a existência de portadores em estado de latência (sem manifestações) que podem, a qualquer momento, manifestar a doença.

Tratamento
Não existe ainda tratamento eficaz quanto a cura da doença. O tratamento tem por objetivo diminuir as manifestações da doença ou aumentar o intervalo entre as crises.

Prevenção
Não está provado que a camisinha diminua a transmissibilidade da doença. Higienização genital antes e após o relacionamento sexual é recomendável. Escolha do(a) parceiro(a).

Fotos

Lesões no pênis (fase inicial).



Lesões no períneo feminino.



Lesões localizadas no pênis.



Herpes Labial.

Infecção por Trichomonas

Conceito
Doença infecto-contagiosa do sistema gênito-urinário do homem e genital da mulher. No homem causa uma uretrite de manifestações em geral discretas (ardor e/ou prurido uretral e secreção brancacenta, amarelada ou amarelo esverdeada), podendo, eventualmente ser ausentes em alguns e muito intensas em outros.
É uma das principais causas de vaginite ou vulvovaginite da mulher adulta podendo porém, cursar com pouca ou nenhuma manifestação clínica. Quando presente, manifesta-se na mulher como um corrimento vaginal amarelo esverdeado ou acinzentado, espumoso e com forte odor característico. Não é incomum também ocorrer irritação na região genital bem como sintomas miccionais que podem simular uma cistite (dor ao urinar e micções frequentes).

Sinônimos
Uretrite ou vaginite por Trichomonas, Tricomoníase vaginal ou uretral, Uretrite não gonocócica (UNG).

Agente
Trichomonas vaginalis (protozoário).

Complicações/Consequências
Prematuridade. Baixo peso ao nascer. Ruptura prematura de bolsa.

Transmissão
Relação sexual (principalmente). A mulher pode ser infectada tanto por parceiros do sexo masculino quanto do sexo feminino (por contato genital). O homem por parceiras do sexo feminino.
É importante considerar aqui que mesmo a pessoa portadora da doença, mas sem sintomas, pode transmitir a infecção.
Fômites.

Período de Incubação
10 a 30 dias, em média.

Tratamento
Quimioterápicos. O tratamento pode ser oral e local (na mulher).

Prevenção
Camisinha, tratamento simultâneo do(a) parceiro(a).

Fotos

Vaginite por Trichomonas


Trichomonas vaginalis

 Cancro Mole

  

 Conceito
Ulceração (ferida) dolorosa, com a base mole, hiperemiada (avermelhada), com fundo purulento e de forma irregular que compromete principalmente a genitália externa mas pode comprometer também o ânus e mais raramente os lábios, a boca, língua e garganta. Estas feridas são muito contagiosas, auto-inoculáveis e portanto, frequentemente múltiplas. Em alguns pacientes, geralmente do sexo masculino, pode ocorrer infartamento ganglionar na região inguino-crural (inchação na virilha). Não é rara a associação do cancro mole e o cancro duro (sífilis primária).

Sinônimos
Cancróide, cancro venéreo simples, "cavalo"

Agente
Haemophilus ducreyi

Complicações/Consequências
Não tem. Tratado adequadamente, tem cura completa.

Transmissão
Relação sexual

Período de Incubação
2 à 5 dias

Tratamento
Antibiótico.

Prevenção
Camisinha. Higienização genital antes e após o relacionamento sexual. Escolha do(a) parceiro(a).

Foto

Lesões localizadas no pênis.

 Infecção por Gardnerella

Conceito
A gardnerella vaginalis é uma bactéria que faz parte da flora vaginal normal (ver explicação abaixo) de 20 a 80% das mulheres sexualmente ativas. Quando, por um desequilíbrio dessa flora, ocorre um predomínio dessa bactéria (segundo alguns autores em associação com outros germes como bacteróides, mobiluncus, micoplasmas etc), temos um quadro que convencionou-se chamar de vaginose bacteriana.

Usa-se esse termo para diferenciá-lo da vaginite, na qual ocorre uma verdadeira infecção dos tecidos vaginais. Na vaginose, por outro lado, as lesões dos tecidos não existem ou são muito discretas, caracterizando-se apenas pelo rompimento do equilíbrio microbiano vaginal normal.

A vaginose por gardnerella pode não apresentar manifestações clínicas (sinais ou sintomas). Quando ocorrem, estas manifestações caracterizam-se por um corrimento homogêneo amarelado ou acinzentado, com bolhas esparsas em sua superfície e com um odor ativo desagradável. O prurido (coceira) vaginal é citado por algumas pacientes mas não é comum. Após uma relação sexual, com a presença do esperma (de pH básico) no ambiente vaginal, costuma ocorrer a liberação de odor semelhante ao de peixe podre.

Foi detectada uma maior incidência da vaginose bacteriana em mulheres que tem múltiplos parceiros sexuais.

No homem pode ser causa de uretrite e, eventualmente, de balanopostite (inflamação do prepúcio e glande). A uretrite é geralmente assintomática e raramente necessita de tratamento. Quando presentes os sintomas restringem-se a um prurido (coceira) e um leve ardor (queimação) miccional. Raramente causa secreção (corrimento) uretral. No homem contaminado é que podemos falar efetivamente que se trata de uma DST.

FLORA MICROBIANA NORMAL : Nosso organismo, a partir do nascimento, entra em contacto com germes (bactérias, virus, fungos etc) os quais vão se localizando na pele e cavidades (boca, vagina, uretra, intestinos etc) caracterizando o que se chama de Flora Microbiana Normal. Normal porque é inexorável e porque estabelece um equilíbrio harmônico com o nosso organismo.

Existem condições em que este equilíbrio pode se desfazer (outras infecções, uso de antibióticos, 'stress', depressão, gravidez, uso de DIU, uso de duchas vaginais sem recomendação médica etc) e determinar o predomínio de um ou mais de seus germes componentes, causando então o aparecimento de uma infecção.

Sinônimos
Vaginite inespecífica. Vaginose bacteriana.

Agente
Gardnerella vaginalis.

Complicações/Consequências
Infertilidade. Salpingite. Endometrite. DIP. Ruptura prematura de Membranas. Aborto. Aumento do risco de infecção pelo HIV se houver contato com o vírus. Há aumento também do risco de se contrair outras infecções como a gonorréia, trichomoníase etc. Durante a gestação pode ser causa de prematuridade ou RN de baixo peso.

Transmissão
Geralmente primária na mulher. Sexual no homem. Pode ocorrer também transmissão pelo contato genital entre parceiras sexuais femininas

Período de Incubação
De 2 a 21 dias.

Tratamento
Medicamentoso : Metronidazol, Clindamicina. Pode haver cura expontânea da doença.

Prevenção
Camisinha. Evitar duchas vaginais, exceto sob recomendação médica. Limitar número de parceiros sexuais. Contrôles ginecológicos periódicos.

 Gonorréia

 Conceito
Doença infecto-contagiosa que se caracteriza pela presença de abundante secreção purulenta (corrimento) pela uretra no homem e vagina e/ou uretra na mulher. Este quadro frequentemente é precedido por prurido (coceira) na uretra e disúria (ardência miccional). Em alguns casos podem ocorrer sintomas gerais, como a febre. Nas mulheres os sintomas são mais brandos ou podem estar ausentes (maioria dos casos).

Sinônimos
Uretrite Gonocócica, Blenorragia, Fogagem

Agente
Neisseria gonorrhoeae

Complicações/Consequências
Abôrto espontâneo, natimorto, parto prematuro, baixo peso, endometrite pós-parto. Doença Inflamatória Pélvica. Infertilidade. Epididimite. Prostatite. Pielonefrite. Meningite. Miocardite. Gravidez ectópica. Septicemia, Infecção ocular (ver foto abaixo) , Pneumonia e Otite média do recém-nascido. Artrite aguda etc. Assim como a infecção por clamídia, é uma das principais causas infecciosas de infertilidade feminina.

Transmissão
Relação sexual. O risco de transmissão é superior a 90%, isto é, ao se ter um relacionamento sexual com um(a) parceiro(a) doente, o risco de contaminar-se é de cerca de 90%. O fato de não haver sintomas (caso da maioria das mulheres contaminadas), não afeta a transmissibilidade da doença.

Período de Incubação
2 a 10 dias

Tratamento
Antibióticos.

Prevenção
Camisinha. Higiene pós-coito.

Fotos

Uretrite gonocócica (no homem)


Vaginite gonocócica.


Oftalmia gonocócica.

 

Sexo seguro

Sexo seguro é o sexo sem o risco de ser contaminado ou contaminar o(a) seu(sua) parceiro(a) com doenças sexualmente transmissíveis.

Esta segurança só poder ser atingida através do sexo monogâmico com
parceiro(a) sabida e comprovadamente sadio(a) ou quando o sexo é realizado sem o contato ou troca de fluidos corpóreos como esperma, secreção vaginal e sangue.

A segunda situação é obtida através do uso da camisinha, camisa-de-vênus, condom (do latim condare, que significa "proteger") ou preservativo.
É necessário observar que o uso da camisinha, apesar de proporcionar excelente proteção, não proporciona proteção absoluta (ruptura, perfuração, deslizamento, colocação inadequada etc).

É importante informar também que a proteção proporcionada pelo uso da camisinha é relativo nas doenças em que não ocorrem secreções genitais: Herpes, HPV, Sífilis, Cancro Mole, Pediculose do Pubis etc, uma vez que o agente transmissor pode estar localizado fora da área protegida pelo preservativo.

A camisinha é um objeto de material elástico, derivado da borracha (látex), relativamente resistente que envolve os genitais masculinos (mais usado) ou femininos durante o coito, impedindo o já citado contacto entre os fluidos corpóreos das pessoas que estão praticando o relacionamento íntimo.

Além da proteção contra as DST os preservativos constituem um método anticoncepcional seguro, quando usados adequadamente.

O mercado diversificou muito a industrialização das camisinhas. Hoje encontramos camisinhas texturizadas, com formatos especiais, coloridas, lubrificadas, com perfume, sabor, etc.


Pratique sexo seguro


CAMISINHA - COMO UTILIZAR


Escolha uma marca de confiança. Carregue-a sempre com você. É recomendável ter uma ou mais unidades de reserva. Conserve-as protegidas do calor e utilize-as sempre dentro do prazo de validade.


Abra delicadamente a embalagem, cuidando para que esta operação não a danifique.


A colocação deverá ser feita com o pênis em ereção (duro). O prepúcio (pele) deverá estar tracionado e a glande (cabeça do pênis) exposta.


Deixe um pequeno espaço na ponta da camisinha. Isto é importante e pode ser conseguido comprimindo-se a extremidade da camisinha entre o polegar e o indicador e mantendo-os assim enquanto a coloca.


Encoste a camisinha enrolada na ponta da glande e desenrole-a até a base do pênis.


Se a camisinha não for lubrificada, utilize somente lubrificantes a base de água, os quais deverão ser aplicados sobre o pênis antes da colocação e/ou diretamente na camisinha após colocada.


Após o uso retire a camisinha. Dê um nó na extremidade aberta e jogue-a no lixo. Camisinha é descartável, deve ser usada somente uma vez.


No caso da camisinha romper-se ou sair durante o coito, despreze-a e coloque uma nova.
Cancro Duro
(Sífilis)
Conceito
Doença infecto-contagiosa sistêmica (acomete todo o organismo), que evolui de forma crônica (lenta) e que tem períodos de acutização (manifesta-se agudamente) e períodos de latência (sem manifestações). Pode comprometer múltiplos órgãos (pele, olhos, ossos, sistema cardiovascular, sistema nervoso). De acordo com algumas características de sua evolução a sífilis divide-se em Primária, Secundária, Latente e Terciária ou Tardia. Quando transmitida da mãe para o feto é chamada de Sífilis Congênita.

O importante a ser considerado aqui é a sua lesão primária, também chamada de cancro de inoculação (cancro duro), que é a porta de entrada do agente no organismo da pessoa.

Sífilis primária: trata-se de uma lesão ulcerada (cancro) não dolorosa (ou pouco dolorosa), em geral única, com a base endurecida, lisa, brilhante, com presença de secreção serosa (líquida, transparente) escassa e que pode ocorrer nos grandes lábios, vagina, clítoris, períneo e colo do útero na mulher e na glande e prepúcio no homem, mas que pode tambem ser encontrada nos dedos, lábios, mamilos e conjuntivas. O cancro usualmente desaparece em 3 a 4 semanas, sem deixar cicatrizes. Entre a segunda e quarta semanas do aparecimento do cancro, as reações sorológicas (exames realizados no sangue) para sífilis tornam-se positivas.

Sífilis Secundária: é caracterizada pela disseminação dos treponemas pelo organismo e ocorre de 4 a 8 semanas do aparecimento do cancro. As manifestações nesta fase são essencialmente dermatológicas e as reações sorológicas continuam positivas.

Sífilis Latente: nesta fase não existem manifestações visíveis mas as reações sorológicas continuam positivas.

Sífilis Adquirida Tardia: a sífilis é considerada tardia após o primeiro ano de evolução em pacientes não tratados ou inadequadamente tratados. Apresentam-se após um período variável de latência sob a forma cutânea, óssea, cardiovascular, nervosa etc. As reações sorológicas continuam positivas também nesta fase.

Sífilis Congênita: é devida a infecção do feto pelo Treponema por via transplacentária, a partir do quarto mes da gestação. As manifestações da doença, na maioria dos casos, estão presentes já nos primeiros dias de vida e podem assumir formas graves, inclusive podendo levar ao óbito da criança.

Sinônimos
Cancro duro, cancro sifilítico, Lues.

Agente
Treponema pallidum

Complicações/Consequências
Abôrto espontâneo, natimorto, parto prematuro, baixo peso, endometrite pós-parto. Infecções peri e neonatal. Sífilis Congênita. Neurossífilis. Sífilis Cardiovascular.

Transmissão
Relação sexual (vaginal anal e oral), transfusão de sangue contaminado, transplacentária (a partir do quarto mês de gestação). Eventualmente através de fômites.

Período de Incubação
1 semana à 3 meses. Em geral de 1 a 3 semanas.

Tratamento
Medicamentoso. Com cura completa, se tratada precoce e adequadamente.

Prevenção
Camisinha pode proteger da contaminação genital se a lesão estiver na área recoberta. Evitar contato sexual se detectar lesão genital no(a) parceiro(a).

Fotos

Lesão localizada no pênis (glande)


Lesão localizada na vulva (grandes lábios)
 

  

 

Perguntas frequentes - 001

 

 

P: Hoje, ao acordar, notei um corrimento amarelado pelo canal da urina. Quando fui urinar senti muita dor. É uma DST? É grave? Há 5 dias tive uma relação em que a camisinha rompeu mas eu só percebi no final da transa.

R: Sua descrição sugere uma uretrite cuja causa deve ser investigada. Não se trata de doença grave e quando adequadamente tratada tem cura completa. Você deve suspender a sua atividade sexual e procurar um médico para uma avaliação, identificação da causa e tratamento adequados. Recomendo que comunique a sua parceira para que ela também procure cuidados médicos.

 


 

 

 

 

P:

Procurei o Posto de Saúde de minha cidade pois estou apresentando um corrimento muito intenso pelo canal da uretra. O médico apenas me examinou e sem pedir exames me receitou os medicamento X e Y, além de me recomendar retorno dentro de duas semanas e encaminhar minha namorada ao ginecologista. Está certo? Não seria necessário fazer exames do corrimento pra saber o que eu tenho?

R: Dependendo da experiência do médico na área de DST, apenas com o exame clínico (a história contada pela pessoa e o exame físico) é possível estabelecer o diagnóstico. No seu caso ele fez o diagnóstico de gonorréia e medicou para gonorréia e clamídia, pois é comum a associação de ambas.

 


 

 

 

 

 

P: ... eu e um amigo acabamos transando com a mesma menina, sem o uso de preservativo. Uns 4 dias depois ele me telefonou informando que estava com corrimento uretral e me perguntou se eu estava com a mesma coisa. Eu respondi que não mas fiquei preocupado. Combinamos irmos juntos ao médico. Ambos fizemos exames e o do meu amigo deu positivo para gonorréia e o meu negativo. Isto é possível? Isto aconteceu há mais de 10 dias e continuo sem sentir nada. Devo me preocupar? Devo fazer mais exames?

R: Sim, é possível que isto aconteça. Não se preocupe e apenas observe. Para que uma infecção se estabeleça é necessário que ocorra a conjugação de vários fatores, em especial os relacionados a) ao agente etiológico, b) ao veículo transmissor e c) a condições do receptor. No caso que descreveu o agente etiológico era a bactéria que existia no órgão genital da parceira de vocês. O veículo foi a relação sexual que ambos tiveram com a moça. Com relação ao terceiro fator (condições do receptor), o seu colega estava susceptivel a contrair a doença e você não, por uma série de fatores que não cabe detalhar aqui. O certo é que por alguma razão você não estava predisposto a ser contaminado e não se contaminou. Não deixe de comunicar-se com a moça afim de recomendar que procure cuidados médicos, pois é bem provável que ela não tivesse ciência da sua doença.

 


 

 

 

 

P:

Corrimento vaginal sempre quer dizer que a pessoa tem DST? O meu corrimento começou ontem e meu namorado disse não estar apresentando nada e jura que não me traiu. Eu só transo com ele.
É possível?


R: É possível sim haver um corrimento vaginal não relacionado com DST. São várias as possibilidades. Você deve procurar seu(ua) ginecologista para ver qual a natureza (causa) do corrimento e, dependendo do resultado, recomendar ao seu parceiro que procure também cuidados médicos, independente dele estar ou não apresentando sintomas.

 


 

 

 

 

P:

Não estou apresentando corrimento mas depois da relação minha vagina apresenta um cheiro muito desagradável, lembrando cheiro de peixe. Isto pode ser proveniente de alguma DST?

R: Sua descrição sugere uma vaginite causada por Gardnerella. Em geral, não se trata de uma DST. É uma vaginite causada por um desequilíbrio da flora vaginal e não por contaminação na atividade sexual. De qualquer forma você deve procurar seu ginecologista para confirmação e tratamento adequados. Visite a página sobre Infecção por Gardnerella no meu site www.dst.com.br para informações complementares.

 


 

 

 

 

P:

Há 4 dias comecei a apresentar um corrimento de pus em grande quantidade pela uretra. Como tinha transado sem camisinha havia 1 semana com uma ex-namorada liguei para ela para ver se estava apresentando algum sintoma. Ela disse que não estava sentindo nada. Fui ao médico e hoje apresentei o resultado do exame que ele me pediu. Ele me informou que era gonorréia e me passou o tratamento. Minha dúvida é sobre como peguei esta doença já que minha transa anterior foi ha mais de 3 meses. É possível a gonorreia ficar incubada este tempo todo?

R: O mais provável é que tenha pego a doença na sua última relação mesmo. A gonorréia pode ser totalmente assintomática em mulheres. Recomende a sua namorada que procure o ginecologista com as informações do ocorrido. Evitem novas relações sexuais até ambos estarem curados.

 


 

 

 

 

P:

Ha cerca de 12 dias estou apresentando queimação na uretra e uma pequena secreção principalmente pela manhã. É Gonorréia? Que remédio eu tomo pra isso?

R: Sua descrição sugere mais uma uretrite não gonocócica (clamídia, trichomonas etc). Você deverá procurar cuidados médicos adequados. Não faço tratamentos pela Internet e recomendo a você que não tome medicamentos que não sejam receitados por um médico que o tenha examinado e solicitado exames, se for o caso.

 


 

 

 

 

P:

Que doença causa um corrimento de cor meio esverdeada e ao mesmo tempo dor ao urinar e vontade de urinar toda hora? Gostaria de saber se tem jeito de saber com qual peguei esta doença pois transei sem camisinha com dois garotos recentemente: um há 20 dias e outro há 12 dias? Estou com consulta marcada com minha médica para a próxima semana. Estou muito preocupada, poderia me adiantar alguma coisa?

R: Sua descrição sugere uma vaginite por trichomonas, mas isto terá que ser confirmado quando de sua consulta já agendada. Difícil estabelecer quem te passou a doença, se é que foi algum destes a que se referiu. Você está correndo muito risco transando sem camisinha com vários parceiros e é importante que reveja esta sua conduta. Cite o que me contou para a sua médica pois certamente ela fará uma investigação mais abrangente no seu caso. Recomende também aos seus parceiros que procuren cuidados médicos.

 


 

 

 

 

P: É possível pegar alguma DST através de transfusão de sangue?

R: Isto ocorreu no passado. Hoje é obrigatório que os serviços de hemoterapia façam uma bateria de exames no sangue do doador e se for identificada alguma doença, aquele sangue é descartado e o doador avisado. Lembrar que estes exames detectam somente determinadas doenças passíveis de serem identificadas através do exame de sangue (Ex: AIDS, Hepatite B, Sífilis).

 

 

 

Perguntas frequentes - 002

 

 

P: ... é possível pegar algum tipo de DST usando vibradores usados por outras pessoas?

R: Sem dúvida, o vibrador pode veicular DSTs e não deve ser compartilhado.

 


 

 

 

 

P:

Há 1 semana, tinha bebido umas e outras e transei com uma garota de programa e não usei camisinha. Agora caí na real e estou muito preocupado. O que devo fazer? Já posso fazer o teste para HIV?

R: O exame deve ser feito após 90 dias da data da provável exposição de risco. Voce terá que aguardar cerca de 11 semanas para fazer o teste anti-HIV. Quando estiver chegando próximo ao fim do prazo procure um médico para consulta e orientação. Não deixe de usar a camisinha em suas futuras relações sexuais.

 


 

 

 

 

 

P: A Gonorréia é transmitida exclusivamente pela relação sexual? Meu marido foi ao médico e ele disse que ele está com esta doença, mesmo antes de fazer exames.

R: Na grande maioria das vezes a gonorréia é transmitida pela relação sexual. Eventualmente pode ocorrer transmissão através de fômites, mas cuidado, muitos médicos e profissionais da área de saúde costumam usar o termo "gonorréia" como sinônimo de uretrite. A gonorréia é uma uretrite mas nem toda uretrite é gonorréia. 

 


 

 

 

 

 

P: Meu esposo está sentindo ardor ao urinar, e sai uma secreção uretral matinal, antes transparente, agora amarelada e também ele diz sentir como se coçasse por dentro da uretra. O que pode ser? Qual exame o sr. aconselha a ser feito

R: A descrição sugere uma uretrite. Ele deve procurar um urologista para confirmação laboratorial, fazer o tratamento e o contrôle de cura. Você deve procurar seu ginecologista.

 


 

 

 

 

P:

O exame bacterioscopia da secreção uretral pode detectar todas àquelas infecções citadas no site? Caso negativo, quais infecções pode detectar?

R: Serve para detectar o agente causal das uretrites.

 


 

 

 

 

P:

Após a relação sexual (anal e vaginal) sinto um desconfortável ardor vaginal e dores ao urinar. Será que é devido ao fato de fazer sexo anal e depois vaginal?

R: Não se deve praticar um contato ou penetração vaginal após uma penetração anal. Quando isto por alguma razão tiver que acontecer, uma boa higienização peniana (no chuveiro, com água e sabão) deve ser feita antes da penetração vaginal.

 


 

 

 

 

P:

Apareceu no meu pênis (na glande) uma verruga muito pequena, bem menor que a das fotos disponíveis no site. Pode ser Condiloma?

R: Pode sim e é muito provável que seja. O tamanho dos condilomas é muito variável. Alguns são tão pequenos que necessitam do auxílio de instrumento ótico (lupa) para visualizá-los.

 


 

 

 

 

P:

... faz mais de um ano que venho fazendo tratamentos de candidíase e ela sempre volta. Isto está atrapalhando o relacionamento com meu namorado. Minha ginecologista já deve estar cansada de ver minha cara de dois em dois meses no consultório. Pode me ajudar?

R: Nos casos de candidíase recidivante (melhora e volta) deve-se pensar na existência de um fator predisponente que deve ser investigado. No site eu cito alguns. Na próxima consulta comente com sua médica esta possibilidade.

 


 

 

 

 

P:

Que exame se faz para saber se uma pessoa está com sífilis?

R: Se tiver um cancro duro (ferida que caracteriza a porta de entrada do agente da doença no organismo) o exame a ser feito é a pesquisa do treponema no material colhido da lesão. Após a cura do cancro (a cura é expontânea, independente de tratamento) deve ser feito um exame de sangue. Estes exames devem ser solicitados e interpretados por um médico.

 


 

 

 

 

P:

... meu namorado tem uns carocinhos que parecem umas verruguinhas muito pequenas ao redor de toda a cabeça do pênis. Ele disse que faz tempo que ele tem isso mas fiquei muito preocupada com a possibilidade de ser uma DST. Ele diz que vai ao médico mas fica sempre adiando. O que o sr. acha que pode ser? É grave?

R: Voce deve estar se referindo a algumas glândulas que os homens possuem na coroa da glande. São as chamadas glândulas de Tyson e são responsáveis pela produção do esmegma (aquele pózinho branco e de odor desagradável que se acumula na região, eventualmente). Isto não é uma doença. Recomende que ele procure um urologista ou Posto de saúde para confirmação.

 


 

 

 

 

P:

Gostaria de saber se o período de incubação do HPV pode chegar a 4 ou 5 anos e se nesse perído pode haver transmissão?

R: As manifestações do HPV podem demorar até mais tempo que isto ou nunca ocorrer. A maioria das pessoa portadoras não apresentam manifestações clínicas (condilomas ou lesões do colo uterino) mas podem transmitir o vírus.

 


 

 

 

 

P:

Eu já tive Herpes Genital. Já faz mais de um ano que não tenho lesões. Posso dizer que estou curada? Existe risco de transmissão? Devo continuar usando preservativo?

R: O controle de cura desta doença é complicado. O mais provável é que ainda seja portadora do vírus e portanto possa transmiti-lo. Lembrar que a proteção dos preservativos neste caso é relativa. Troque ideias com seu(ua) ginecologista sobre isto.

 


 

 

 

 

P: O que são medicamentos imunosupressivos que estão citados como fatores predisponentes ao aparecimento da candidíase?

R: São medicamentos que interferem diminuindo nossa resposta imunitária (corticosteroides, quimioterápicos etc.) tornando-nos mais vulneráveis a determinadas doenças, especialmente infecções.

 

 

 

Perguntas frequentes - 003

 

 

P: Tive relação com meu namorado outro dia e quando ele "gozou" e retirou a camisinha, o esperma estava avermelhado, parecendo sangue. O que pode ter acontecido? Será que ele está com alguma doença?

R: Este sinal recebe o nome hemospermia (sangue no esperma). Não constuma estar relacionado com DST mas deve ser investigado. É recomendável que ele suspenda a atividade sexual e procure um médico urologista.

 


 

 

 

 

P:

Por favor, gostaria de saber quais doenças podem ser transmitidas através do sexo oral em mulheres...

R: Várias DSTs podem ser transmitidas pelo sexo oral praticado tanto em homens quanto em mulheres: AIDS, Hepatite B, Sífilis, HPV, Herpes Genital etc. Recomenda-se praticá-lo com a utilização de algum protetor para evitar contato com as secreções e tecidos (camisinha ou plástico fino). O ideal é que seja praticado entre parceiros monogâmicos e comprovadamente sadios.

 


 

 

 

 

 

P: Gostaria de saber se ja há cura definitiva, na medicina, para pessoas portadoras de HPV e Herpes.

R: Trata-se de doenças causadas por vírus e não existe ainda medicamentos que cure as mesmas. Por outro lado a cura pode ocorrer em qualquer época (pode demorar anos ou nunca ocorrer) por ação dos mecanismos de defesa do organismo (Sistema Imunológico). 

 


 

 

 

 

 

P: Como ocorre efetivamente uma transmissão pelo HIV através do sexo oral feito pelo homem em uma mulher? Essa transmissão se dá através da secreção vaginal e um eventual ferimento na boca do homem?

R: Exatamente.

 


 

 

 

 

P:

Em busca de informações sobre herpes genital encontrei o seu site, mas na verdade ainda tenho duvidas sobre o assunto. Vi que o período de incubação pode ser indeterminado então como faço para saber se o parceiro está infectado se ele nunca apresentou sintomas? Eu apresentei os sintomas, fui à minha ginecologista e ela identificou a herpes, então acusei meu parceiro de ter me transmitido mas ele disse que nunca teve nada suspeito. Então como posso ter pego a doença?

R: Se seu parceiro nunca apresentou sintomas pode ocorrer que ele não tenha a doença ou esteja no período de latência. Você pode ter se contaminado através de fômites (ver a página Glossário no meu site) ou em alguma relação sexual anterior (você não cita se o seu atual parceiro foi seu único contato sexual) e a doença também tenha ficado em período de latência e se manifestado somente agora.

 


 

 

 

 

P:

Há uns dias notei algo estranho em meu ânus, como se fossem umas verrugas...não incomodam mas fiquei preocupado...

R: Voce deve procurar um proctologista. Pode ser Condiloma acuminado.

 


 

 

 

 

P:

Queria perguntar se o líquido do esperma é parecido com o da gonorréia?

R: O esperma é brancacento, leitoso e translúcido. A secreção da gonorréia é amarelada e densa.

 


 

 

 

 

P:

Há muito tempo apareceram umas "espinhas" na pele do meu pênis. Nunca preocupei porque como ainda não tive relações sexuais não poderia ser DST. Recentemente porém minha namorada perguntou o que era aquilo, se não era uma doença. Fiquei constrangido, sem saber o que falar. Estas lesões nunca me incomodaram e ocorrem em maior quantidade na parte de baixo do pênis. Algumas são da cor da pele mas tem outras que são mais claras. Pode me ajudar? Isto é alguma doença?

R: Pela sua descrição, muito boa por sinal, estas "lesões" são folículos pilosos e/ou glândulas sebáceas e são normais. Os folículos pilosos são mais frequentes na raiz do pênis (quando os folículos contém pêlos) e diminuem (de quantidade) na pele próxima a glande (onde com frequência já não tem pêlos) . Alguns podem conter sebo (também normal) no seu interior o que dá a eles uma cor mais clara, devido a transparência da pele. Se persisir alguma dúvida, consulte um urologista.

 


 

 

 

 

P: Por favor, eu preciso saber o mais precisamente possível o tempo de incubação após a contaminação pelo HPV. Meses é muito inespecífico... e é muito importante para mim, meu casamento depende disso.

R: Por ser uma doença que em 80 a 90% das vezes cursa sem manifestações visíveis é muito dificil falar-se em período de incubação. Mas a resposta é meses ou anos.... mesmo.
Vou te dar umas dicas que certamente aliviarão seu desespero e poderão salvar seu casamento pois acredito que o mesmo esteja correndo perigo por você e/ou seu marido estarem com HPV e você suspeitar que seu marido possa ter te traido. Não tenho condições de negar que isto possa ter ocorrido, mas o fato de ter um período de incubação que pode durar meses ou anos impede que este parâmetro seja utilizado com finalidade de fazer os cálculos para determinar suposta infidelidade. Tanto ele como você podem ter sido contaminados há anos e a doença ter se manifestado somente agora. Esta contaminação pode ter ocorrido mesmo antes do seu casamento, através de relações sexuais ou de fômites (ver significado na página Glossário no meu site).

 


 

 

 

 

P:

Tenho 17 anos e tive minha primeira relação sexual há 3 dias e outra ontem, ambas com uso de camisinha. Hoje amanheci com dor intensa no canal da urina e sangramento ao final da micção, além de vontade de urinar toda hora. Será que eu peguei uma DST? È possível?

R: Sua descrição sugere uma cistite (infecção da bexiga), a chamada "cistite da lua de mel". Procure marcar consulta ginecológica para tratamento da infecção e para orientar-se, já que está iniciando sua vida sexual.

 


 

 

 

 

P: Tenho 22 anos e uma namorada de 27 e sempre que vou ao ginecologista fico muito confusa quando ele me pergunta sobre relações sexuais, ou seja, se tenho relações sexuais, com que frequência e etc. Minha dúvida é se é considerado por ginecologistas, relação entre mulheres como sendo sexual? O que devo responder?

R: Pode chamar de relação sexual sim, mas o mais correto seria você esclarecer claramente que são relações homossexuais. É importante que o médico conheça este aspecto de sua vida sexual pois a relação homossexual tem particularidades que precisam ser consideradas para se fazer um atendimento médico adequado.

 

 

 

Perguntas frequentes - 004

 

 

P: É verdade que a mulher tem maior probabilidade que o homem de ser contaminada pelo HIV ao transarem com uma pessoa com AIDS? Pode me explicar a razão disso?

R: É verdadeira esta informação. Esta diferença estatística pode ser atribuida a principalmente dois fatores: 1) o tempo que as secreções vaginais ficam em contato com a glande é, em geral, menor que o tempo que o esperma fica em contato com a vagina (e a higienização do pênis é bem mais simples que a higienização da vagina); 2) a mucosa vaginal tem uma maior capacidade de absorção que a mucosa peniana, além de ser mais propensa a traumatismos.

 


 

 

 

 

P:

... fui noiva 6 anos e só tive contato sexual com meu noivo. Terminamos uma epoca e ele namorou uma garota e em seguida voltamos. Há duas semanas a garota descobriu que está com HPV (verrugas). Se ela está contaminada, há possibilidade dele estar infectado e consequentemente eu também? Embora nao tenhamos os sintomas isso pode estar acontecendo? Por favor me diga pois ouvi dizer que ele não poderá mais ser pai e que não tem cura.

R: A possibilidade existe sim e a inexistência de sintomas não exclui esta possibilidade uma vez que 80 a 90% das pessoas portadores do HPV não apresentam manifestações. Não há nenhum impedimento que a pessoa contaminada seja pai ou mãe. Apenas alguns cuidados deverão ser tomados na época do parto. Quanto a cura, não existe medicamentos que erradique o vírus, mas pode haver cura por ação dos mecanismos de defesa do organismo.

 


 

 

 

 

 

P: Gostaria de saber se há possibilidade de eu contrair HPV fazendo sexo vaginal e anal sem camisinha, eu só tendo o meu namorado como parceiro e ele tendo só a mim como parceira?

R: Desde que a monogamia persista e ambos sejam sadios, não esquecendo que vocês já podem estar infectados pois em grande parte das pessoas o HPV não apresenta manifestações detectáveis e que pode haver também transmissão através de fômites (leia ou releia página sobre o HPV no meu site). Lembrar também que a proteção da camisinha com relação ao HPV não é absoluta. 

 


 

 

 

 

 

P: É possível uma pessoa se contaminar com duas DSTs em uma mesma relação sexual?

R: É possível e não é raro acontecer.

 


 

 

 

 

P:

Porque o senhor cita em seu site que a camisinha não confere proteção absoluta em algumas DSTs? Na sua página sobre o Herpes Genital, lê-se que "Não está provado que a camisinha diminua a transmissibilidade da doença.". Pergunto: qual a diferença deste vírus para o da Aids, onde a camisinha, para este último, seja recomendada e segura (tida como eficaz) mas não tão segura, segundo o site, para o Herpes genital?

R: No caso do Herpes e HPV, por exemplo, o vírus pode estar localizado nos tecidos superficiais (pênis, grandes lábios da vagina, virilha, bolsa escrotal, períneo, região perianal etc). No caso da AIDS, Hepatite B está no esperma e nas secreções vaginais.

 


 

 

 

 

P:

... estou mantendo uma relação com uma pessoa casada. Desde que começamos a sair há 4 meses, não mantive relações com mais ninguém além dele...Hoje ele me ligou dizendo que estava com corrimento no pênis e coceira no canal, e que foi ao médico que informou que ele estava com Gonorréia. Aí vem minha pergunta: Ele é casado, e mantém relações sem camisinha com a esposa e comigo também, mas se só estou transando com ele há 4 meses é possível o mesmo ter pego de mim essa doença? É possível que eu tenha pego essa doença de outra maneira sem ser através do sexo? Desculpe lhe incomodar mas é que preciso me munir de respostas pois não aceitarei passar por causadora, sem antes saber se sou mesmo....e além do mais ainda temos mais uma ponta nesse caso, a esposa que também pode ter passado para ele.

R: Acho pouco provável pois a gonorréia é uma uretrite de evolução rápida e você afirmou que não transa com outra pessoa a não ser o próprio há 4 meses. Você deve procurar um ginecologista para ver se, de fato, está com alguma infecção. Outra coisa : alguns médicos usam o termo gonorréia como sinônimo de uretrite. Existem outras causas de uretrite que não o gonococo (causador da gonorréia) e cada uma tem um comportamento epidemiológico específico.

 


 

 

 

 

P:

Doutor, existe alguma relação entre Herpes e HPV? Uma pessoa que possue Herpes Labial pode contaminar o parceiro fazendo sexo Oral?

R: As únicas relações entre ambos é que são virus e causam DST. Pode sim haver contaminação genital pelo Herpes Labial bem como contaminação oral pelo Herpes Genital. Quando isto ocorre chamamos de infecção cruzada.

 


 

 

 

 

P:

Gostaria de saber se no caso de infecções repetidas de Candidíase pode ocorrer encolhimento da pele tornando cada vez mais difícil puxar a pele sobre a glande?

R: Infecções recidivantes (repetidas) podem determinar retração da pele e dificuldades na exposição da glande, caracterizando uma postite ou balanopostite crônica. Procure um urologista em sua cidade para fazer um tratamento definitivo. Pode ser necessária uma pequena cirurgia para retirada da pele retraida. É importante também investigar a causa da repetição da candidíase.

 


 

 

 

 

P:

Enviei um e-mail ao senhor em razão de um corrimento que estou apresentando após minha primeira relação sexual e me recomendou que procurasse um ginecologista. Acontece que não tenho plano de saúde e estou sem condições de pagar uma consulta particular. Será que não pode receitar um medicamento para o meu problema?

R: Nesse caso recomendo que procure um Posto de Saúde em sua cidade ou região. Certamente haverá um ginecologista para que marque uma consulta, que é gratuita. Não faço tratamentos por e-mail.

 


 

 

 

 

P: Tenho que fazer uma Conização do colo do útero, pois tenho uma lesão de alto grau. Na hora da consulta fiquei tão desnorteada que esqueci de perguntar ao médico se este tratamento vai me impedir de ser mãe?

R: Trata-se de uma técnica que retira um fragmento doente do colo uterino sem comprometer sua capacidade de ter filhos. Tranquilize-se.

 

 

 

Perguntas frequentes - 005

 

 

P: O que vem a ser um portador assintomático em relação as DSTs?

R: É quando a pessoa é portadora de uma DST mas não apresenta sintomas. Como não apresenta sintomas não procura tratamento e dessa forma, continua a transmitir sua doença. Este é um dos fatores que justificam os exames preventivos e periódicos, principalmente em pessoas do sexo feminino.

 


 

 

 

 

P:

Tenho 18 anos e estou namorando há 3 meses. Meu namoro está cada vez mais "caliente" e tenho uma série de dúvidas sobre o relacionamento sexual mas sempre que vou a ginecologista minha mãe vai junto, impedindo que eu aproveite a oportunidade de conversar abertamente com a médica. O que devo fazer? Será que poderia tirar algumas dúvidas com o senhor?

R: O teor de sua pergunta revela uma pessoa de bom senso. Parabéns. Estou disponível para ajudá-la mas aconselho que converse mesmo com sua médica. Uma conversa frente a frente, olho no olho é o mais adequado nestes casos. Sugiro que marque uma consulta e vá sozinha a ginecologista ou, se isto não for possível, que peça a sua mãe para que se retire do consultório num determinado momento, alegando que quer tirar algumas dúvidas com a médica e que a presença dela a constrangiria. Ao fazer isto na presença da médica ela certamente irá ajudá-la no convencimento da sua mãe para se retirar.

 


 

 

 

 

 

P: O exame para detectar o HIV é somente pelo sangue? E o exame preventivo que fazemos no ginecologista?

R: Sim, o HIV é detectado através do um exame de sangue específico. O preventivo serve para rastreamento de cancer ginecológico e detecção de outras infecções.

 


 

 

 

 

 

P: Caro Dr. gostaria de saber se, por exemplo, eu tiver contato sexual sem camisinha com meu namorado e ele colocar o pênis na minha vagina, por alguns segundos, sem ejacular, posso contrair alguma DST?

R: Pode. HPV, Herpes genital e Sífilis por exemplo. Claro que somente se ele estiver infectado.

 


 

 

 

 

P:

O que vem a ser o cancro misto de Rollet?

R: São lesões ulceradas (cancros) em que se associam o cancro mole e o cancro duro (lesão primária da sífilis). Estas lesões apresentam características de ambas as doenças e ocorrem em 2 a 5% dos casos de cancros.

 


 

 

 

 

P:

Gostaria de saber se a sífilis, mesmo sendo bem tratada, ainda poderá constar em exames de sangue feitos posteriormente? Fiz um tratamento na minha gravidez há cerca de 1 ano e recentemente fiz um exame de sangue que deu novamente positivo.

R: Eventualmente pode ocorrer o que se chama "cicatriz sorológica" em que os exames dão positivo mesmo que a pessoa esteja curada. Seu médico saberá o que fazer para esclarecimento dessa questão.

 


 

 

 

 

P:

... a minha mestruação estava bem no finalzinho e meu namorado não quis ter relação alegando ter visto na TV um documentário dizendo que ter relação com a mulher mestruada podem causar inflamações no pênis. Gostaria de saber se isso realmente é verdade?

R: Não há nenhum problema em se praticar sexo durante a menstruação. Desconheço tal documentário mas posso afirmar que ele não tem fundamento científico. Pode ser também que seu namorado tenha entendido mal pois o que é certo é que no período menstrual há maior susceptibilidade a transmissão de doenças, se um dos parceiros tiver alguma. Não deixe de usar camisinha, especialmente nesta circunstância.

 


 

 

 

 

P:

... tenho candidíase de repetição há 4 anos e não sei mais o que fazer. Já me tratei com os mais diversos cremes, anti fúngicos e nada. Meu marido também se trata mesmo não apresentando sintomas. Todo mês é a mesma coisa: antes da menstruação começam as coceiras e a secreção. Se tiver relação sexual nesse período é como se ao final eu estivesse me banhando com ácido, fora a terrível sensação de estar com vários cortes na região genital... Peço que pelo amor de Deus me ajude. Essa doença acaba com a minha auto-estima. Me sinto fracassada toda vez que vejo que um novo tratamento não funcionou. Por favor me ajude. Muito obrigada.

R: No seu caso deve ser considerada a hipotese de haver algum fator predisponente ainda não identificado que esteja determinando a perpetuação do problema. Eu sugiro que troque idéia sobre isso com seu/sua ginecologista ou que até procure um bom clínico geral para fazer esta abordagem. E melhore seu astral e auto-estima pois é sabido que a queda do humor diminue significativamente a ação dos mecanismos de defesa do organismo.

 


 

 

 

 

P:

Há 3 dias a glande do meu pênis está meio inchada e avermelhada, alem de apresentar uma leve descamação e coceira. Tudo começou no dia seguinte de uma relação com minha namorada em que pela primeira vez não usei camisinha, pois ela começou a usar anti-concepcional. Minha namorada está apresentando uma ardência na vagina. O sr. poderia me dizer se estamos com alguma DST?

R: Sua descrição sugere candidíase. Procure um urologista e recomende a sua namorada que procure o(a) ginecologista pois esta infecção pode estar relacionada com o uso recente do anti-concepcional. Se tivesse usado camisinha teria sido poupado desta contaminação...

 


 

 

 

 

P:

Tive uma uretrite por clamídia há cerca de 1 ano. Tomei o medicamento receitado pelo médico e fiquei curado em poucos dias. Há mais ou menos 20 dias os sintomas voltaram e eu tomei o mesmo medicamento mas não houve melhora. Pode isso ocorrer?

R: Os sintomas da uretrite por clamídia são inespecíficos. Pode ser uretrite por outra causa. Retorne ao médico para que sejam feitos alguns exames com a finalidade de estabelecer a causa da uretrite. Evite a auto-medicação pois ela funciona como uma roleta russa invertida: só dá certo às vezes.

 


 

 

 

 

P: Qual o melhor procedimento a adotar se durante uma relação sexual houver ruptura da camisinha?

R: Interromper imediatamente a relação, fazer uma boa higienização local e colocar outra camisinha. Procure sempre comprar camisinhas de marcas conhecidas e que tenham a chancela do IMETRO.

 

 

 

Perguntas frequentes - 006

 

 

P: Tive relações sexuais com uma garota e ela praticou sexo oral em mim sem preservativo. Depois nós transamos com camisinha mas a mesma se rompeu sem que eu tivesse percebido. Estou muito preocupado. É possível eu ter sido contaminado por alguma DST?

R: É possivel sim, principalmente por tratar-se de uma parceira de risco (ela aceitou fazer sexo oral em você sem exigir proteção e pode estar fazendo isto com outras pessoas, aumentando a chance de já ter sido contaminada por alguma doença). Procure um urologista ou um Posto de Saúde em sua cidade para orientar-se na conduta a ser seguida a respeito.

 


 

 

 

 

P:

Porque foram omitidos os nomes do medicamentos referentes as DSTs descritas no site?

R: A omissão foi proposital afim de evitar a automedicação que, em especial nos casos de doenças infecciosas, pode resultar na perpetuação ou agravamento da doença em razão de: "diagnóstico" errado, escolha errada do medicamento, dosagem e uso incorreto, desconhecimento dos efeitos colaterais, criação de resistência bacteriana etc. Em minha experiência de consultório os casos de DST que dão mais trabalho para serem resolvidos são aqueles em que a pessoa já tenha praticado a automedicação ou feito algum tratamento "receitado" por balconista de farmácia que, como já disse no site (Generalidades), corresponde a uma roleta russa invertida pois de vez em quando o tratamento é o correto. Um tratamento adequado requer um exame clínico (história relatada pelo paciente seguida de um exame físico), realização de exames complementares quando solicitados, tratamento e posterior contrôle de cura, os quais devem ser realizados por profissional médico. Nos casos de DST ainda há de se preocupar com o tratamento dos(as) parceiros(as).

 


 

 

 

 

 

P: É possível ocorrer o câncer de pênis em consequência do HPV? Porque não se ouve falar nisso tanto quanto sobre o câncer ginecológico e o HPV?

R: O câncer de pênis é bem mais raro que o câncer ginecológico. Além disso, o pênis é um órgão externo, cujas alterações são facilmente identificadas pelos homens, que procuram cuidados médicos bem antes de apresentarem sinais de transformação, já o colo do útero (sede principal do câncer ginecológico) é um órgão interno, não acessível ao exame pela própria mulher, daí a ênfase ao exame ginecológico periódico (no mínimo anual) que serve especialmente para rastreamento dessa doença.

 


 

 

 

 

 

P: De uns 10 dias para cá meu parceiro está se queixando de queimação na urina e não está apresentando secreção. Fez um exame de urina que foi considerado normal. Pode ser alguma DST?

R: Pode. Uma uretrite pode manifestar-se apenas com ardor e/ou prurido (coceira) uretral e não é raro que isto ocorra. Ele deve procurar cuidados médicos para uma investigação da causa dos sintomas e, dependendo dos resultados, você também.

 


 

 

 

 

P:

O que é Fimose? E Parafimose?

R: Visite a página Glossário (http://www.dst.com.br/glossario.htm) no meu site e procure por Fimose e Parafimose.

 


 

 

 

 

P:

A masturbação pode trazer algum problema de saúde?

R: A masturbação, tanto masculina quanto feminina, é considerada pela medicina como prática normal e não causa problemas de saúde, ressalvados os casos em que é praticada de forma compulsiva e exagerada.

 


 

 

 

 

P:

Fiz tratamento de uma uretrite (por clamídia) e os exames feitos posteriormente revelaram que eu estava curado, só que ao espremer a uretra eu vejo que a secreção ainda não acabou. É normal? Devo voltar ao médico e fazer novos exames?

R: A uretra é um órgão muito sensível e o ato de espreme-la (ordenhá-la) pode causar traumatismos que por sua vez podem ser responsáveis pela persistência da secreção. Experimente suspender esta prática durante alguns dias e se o corrimento não melhorar, volte ao médico para uma revisão.

 


 

 

 

 

P:

Minha esposa está sentido desconforto durante a relação sexual. Na minha glande apareceram alguns pontos avermelhados que coçam um pouco. Isto já está ocorrendo há uma semana. Minha mulher foi ao ginecologista mas ainda não tem o resultado dos exames. Ontem tivemos relação e hoje amanheci com o pênis um pouco inchado e sensível. Pelo que pude apurar no seu site estamos com candidíase e isto está gerando um clima geral de desconfiança lá em casa. Como podemos ter pego esta doença já que sou fiel e acredito na fidelidade de minha esposa?

R: Sua descrição sugere mesmo uma candidíase que é uma infecção muito comum inclusive em casais monogâmicos. Em geral ela é primária em mulheres mas pode ser transmitida ao parceiro. O recomendável é que o casal suspenda sua atividade sexual e procure tratamento médico.

 


 

 

 

 

P:

Meu namorado tem 20 anos e diz que tem água no saco escrotal que dificulta o crescimento dos testículos. Ele consegue ereção para se masturbar e chegar ao orgasmo, mas não consegue manter seu pênis ereto para a penetração vaginal. Poderia me explicar se o problema da água escrotal tem a ver com o problema de ereção ou pode ser consequencia de alguma DST?

R: A coleção de líquido no interior da bolsa escrotal chama-se Hidrocele e, em geral, não tem nada a ver com o desenvolvimento dos testículos, com o problema de ereção e muito menos com alguma DST. O problema de ereção que ele está apresentando quase certamente tem origem psicogênica, talvez até relacionada com a deformidade anatômica (plástica) causada pela presença da hidrocele. Recomende a ele que procure um urologista para uma avaliação e tratamento adequados de ambos os problemas.

 


 

 

 

 

P: Tenho 16 anos e fiquei sabendo pelo seu site que estou com três doenças: Sífilis, Gonorréia e Herpes Genital. Por eu ser menor e me sentir constrangido pra pedir pro meu pai me levar a um urologista eu peço uma ajuda de como eu seria capaz de resolver essas doenças...Se fosse com antibióticos, quais seriam eles? Que exames tenho que fazer para ver se estou realmente com elas?

R: É pouco provável que aos 16 anos esteja com estas três doenças. As informações aqui contidas não devem ser utilizadas para fazer "diagnósticos" ou tratamentos das DSTs. O objetivo é estimular a prevenção e também ensinar a reconhecer a presença de alguma DST. O diagnóstico e tratamento das mesmas devem ser feitos por um médico, de preferência com especialidade na área. No seu caso eu sugiro que deixe de constrangimento e solicite ao seu pai que providencie uma consulta médica ou então que você mesmo marque uma consulta em um Posto de Saúde de sua cidade.

 

 

 

Glossário

 

Existem muitos termos que são utilizados na área médica e que, eventualmente, não são do conhecimento do público em geral. Para dirimir dúvidas estamos disponibilizando abaixo um glossário (vocabulário) de termos técnicos utilizados no site, bem como termos afins relacionados com as doenças aqui mencionadas:

Agente etiológico (*) : entidade biológica, física ou química causadora de doenças.
Antibacteriano, antibiótico (*) : que destrói ou suprime o crescimento ou a reprodução de bactérias.
Antifúngico (*) : um agente destrutivo para fungos, suprime o crescimento ou a reprodução de fungos, ou é eficaz contra infecções fúngicas.
Antiviral (*) : um agente que destrói vírus ou suprime sua replicação.

Balanite : inflamação da glande.
Balanopostite : inflamação da glande e prepúcio.
Bolsa Escrotal : também chamada de escroto ou saco escrotal, localizada inferiormente ao pênis e com função de armazenar os testículos e seus anexos.
Bula (*) : documento legal sanitário que contém informações técnico-científicas e orientativas, que são disponibilizadas aos profissionais de saúde e usuários para o uso racional de medicamentos.

Cancro : úlcera, ferida.
Cervicite : infecção do colo do útero ou cérvix.
Cistite : infecção da bexiga urinária.
Clitóris : órgão da genitália externa feminina, relacionado com o prazer sexual.
Colo do Útero : também chamado de cérvix uterino é a porção mais inferior do útero, em contato direto com o fundo da vagina e que aloja o canal endocervical.

Dispareunia : relação sexual dolorosa. Dor na relação sexual.
Doença Inflamatória Pélvica (DIP) : Terminologia médica utilizada para designar infecção ascendente que acomete útero e/ou trompas e/ou ovários, em geral como complicação de DST. Pode ocorrer também em decorrência de uso de DIU, aborto ou até de parto normal. Caracteriza-se por um quadro agudo de dor pélvica, corrimento vaginal, distúrbios menstruais, dispareunia e sintomas sistêmicos como febre, vômitos e queda do estado geral.

Edema : inchação.
Endométrio : tecido que recobre o interior do útero cuja função é a de permitir e garantir a implantação do óvulo fecundado (ovo) e para o desenvolvimento da placenta. Fatores hormonais decorrentes de não ter havido gravidez promovem sua dissolução e eliminação (menstruação).
Endometrite : Infecção do endométrio.
Epidídimo : órgão alongado, intimamente ligado ao testículo (anatômica e funcionalmente) pela face posterior deste e que se continua no canal deferente
Epididimite : infecção do epidídimo.
Esmegma : substância branca e pastosa (sebo) de odor característico que eventualmente é produzida em maior quantidade e se acumula entre o prepúcio e a glande e também no clitóris feminino. Esta substância é produzida pelas Glândulas de Tyson e tem a função de evitar o ressecamento da região. Nos processos inflamatórios (balanopostites) costuma ocorrer um aumento da sua produção.

Fimose: é o nome que se dá à dificuldade ou impossibilidade de exposição da glande. Decorre do menor diâmetro do prepúcio ("anel" prepucial) em relação ao diâmetro da glande. Em outras palavras: o prepúcio é mais estreito que a glande, dificultando ou impedindo sua passagem pela mesma. Pode ser congênita (a pessoa já nasce com ela) ou adquirida (em consequência de balanopostites ou microlesões do anel prepucial).
O tratamento é cirúrgico e a cirurgia denomina-se Postectomia.
Fômites : termo utilizado na medicina para designar objetos ou substâncias com capacidade de reter e veicular o agente de alguma doença infecciosa (bactéria, vírus, fungos etc) de uma pessoa para outra. Exemplos: toalhas, roupas, sapatos, mangueiras de chuveiro, maçanetas, água, corrimãos, instrumentos médicos não descontaminados etc.

Glande : extremidade distal do pênis. "Cabeça" do pênis.
Glândulas de Tyson : glândulas localizadas na junção entre o prepúcio e a glande, produtoras do esmegma.

Morbidade : capacidade de produzir doença. Índice de morbidade: número de casos de uma doença em um determinado grupo populacional.

Parafimose : situação em que o prepúcio estreito, após ser forçado a passar pela glande e não retornado imediatamente para a posição anterior, comprime o corpo do pênis com uma intensidade que dificulta a circulação do sangue e com isso causando um edema acentuado e progressivo da extremidade do pênis que, por sua vez, dificulta cada vez mais o retorno do prepúcio a posição inicial. Trata-se de uma emergência urológica e a pessoa (atinge principalmente crianças) deve ser encaminhada o mais breve possível para atendimento médico.
Pênis : órgão genital masculino.
Períneo : região anatômica situada entre os órgãos genitais e o ânus.
Período de Incubação : período de tempo decorrido entre a infecção e as manifestações clínicas da doença.
Postite : inflamação do prepúcio.
Prepúcio : pele que recobre parcial ou totalmente a glande.
Próstata : órgão do aparelho reprodutor masculino localizado na junção entre a bexiga e a uretra, cuja principal função é a de produzir substância que contribue para a formação do sêmem.
Prostatite : infecção da próstata.
Prurido : coceira.
Purulento : que contém pus.

Testículo : gônada ou glândula sexual masculina. Em número de dois, localizados no interior na bolsa escrotal (saco escrotal), são responsáveis pela produção dos espermatozóides e dos hormônios sexuais masculinos.

Úlcera : lesão na superfície da pele ou mucosa, causada pela perda superficial de tecido, geralmente com inflamação.
Uretrite : infecção da uretra. Sintomas característicos são a secreção uretral e ardor ao urinar e/ou prurido uretral.

Vagina : genitália interna feminina.
Vaginismo : disfunção que se caracteriza pela contração involuntária da musculatura perivaginal, impedindo ou dificultando muito a penetração vaginal.
Vaginite : infecção da vagina. Corrimento vaginal.
Vesícula Seminal : órgão do aparelho reprodutor masculino localizado na região inferior da bexiga, cuja função é a de produzir uma substância (líquido seminal) responsável pela nutrição e proteção dos espermatozóides maduros.
Vulva : genitália externa feminina.
Vulvite : infecção da vulva.
Vulvovaginite : infecção da vulva e vagina.


(*) Definições extraidas do site da ANVISA do Ministério da Saúde

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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